Todos conhecem a história da desavença entre o cravo e rosa, não é?
Que o cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada. O cravo saiu ferido, e a rosa despedaçada.
Uma luta sem vencedor e vencido, ambos perdedores.
Porque quase sempre é impreciso perder-se para se achar.
É onde o ódio flutua, que seu avesso pode irromper.
A quem não amamos a indiferença, porque o ódio só é sentido em relação a alguém que, de alguma forma, nos toca, nos tem um significado, uma importância.
O cravo e a rosa amavam-se.
E é assim que termina a cantiga:
“O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar
A rosa fez serenata
O cravo foi espiar
E as flores fizeram festa
Porque eles vão se casar”.
O cravo foi espiar
E as flores fizeram festa
Porque eles vão se casar”.